sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
cinco de fevereiro
Naquele dia ele partiu de meus olhos, deixo vazia a casa feita pelos meus braços e na boca uma saudade de fel.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Eu quero ir
Ignorar deveria ser um bálsamo, uma fonte de água pura e fresca. Mas hoje, a dúvida me mata como veneno, desses que lentamente corroem a carne, apodrecem as vísceras e secam os olhos. Hoje, não saber o que adoece a pele, já naturalmente cansada dos anos sem fim, me mata a vontade de estar aqui. Hoje, não responder à língua que açoita os meus músculos pequenos me mata o desejo. Me cega o horizonte o martelo na minha cabeça. Ignorar deveria ser vento bom, tardinha dourada, lua crescente num céu índigo. Mas, hoje o céu desabou na minha cabeça quando eu descobri que não sabia nada de nada, nada de mim, nem dele, nem de nós dois.
Ignorar deve ser um estado de outro país, deve ser um continente de outro planeta, deve ser um planeta de outra galáxia. E é prá lá que eu quero ir!
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Novo ano

O ano virou e eu comecei a me dedicar com mais atenção a Os enamorados. Bem, esse é o nome do texto, do italiano Carlo Goldoni, que será motivador da minha primeira montagem como diretor na cidade de Salvador, Bahia. Primeira montagens sem meus fiéis escudeiros de Brasília, que sempre me acompanharam. Mas como disse o ano virou. Na verdade já virou 3 vezes desde que saí do planalto central do país. Aqui certamente encontrarei afinidades e nos acompanharemos. Na verdade já aconteceu. Quando penso em tanta gente que conheci nesses 3 anos aqui perto do mar... Artista talentosos, amigos queridos, cúmplices, companheiros...
Bem tô cheio de expectativas, alguns caminhos e cuidados.
Criei um blog pra divulgar esse trajeto, o meu, o do elenco... enfim, de todos os envolvidos com a montagem.
Chama-se http://www.carlogoldoni.blogspot.com
Ah, sim, a estreia já tá marcada: dia 28 de maio, lá no Teatro XVIII!
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
domingo, 3 de janeiro de 2010
do sono dele
Ele dorme aqui ao meu lado, o sono dos justos, o descanso do guerreiro.
o corpo pesado sobre o colchão, a cabeça repousada sobre o travesseiro novo e cheirando a alfazema.
o corpo de lírio sobre o branco lençol.
o corpo ondula mansamente, em silencio respira.
os lábios num sorriso... ele sempre dorme assim!
e agora, sonha. eu velo.
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