quinta-feira, 9 de julho de 2009

Para Hamilton

De tudo sai da boca dele: daquela vamp glamurosa com sua longa piteira de prata, cabelos em ondas demoníacas e arfar dos brancos seios ao couro que aperta os genitais, o brilho metálico das correntes e a boca que escorre um fio prata de saliva... de tudo! A memória tão clara do filme tal, feito por tais atores, conduzidos por tal cineasta é descrito em detalhes de quem esquarteja cadáveres em busca da causa do fim da vida e mais. Hamilton sumiu de minha vida nos anos oitenta do século que passou e retornou em 2006. E também voltei.

2 comentários:

Frida Cores disse...

lindo blog.

hamilton disse...

Eu queria escrever alguma coisa... mas não tenho o seu dom com as palavras... então faço minhas outras palavras:

"Nunca pensei que pudesse encontrar em você a minha loucura.
Muitas coisas nos aproximam, mas sobretudo uma: o nosso silêncio.
Você tem o mesmo silêncio que eu e você é a única pessoa diante de quem o meu silêncio não me incomoda.
Eu quero de você abraços violentos, quero descansar em você, porque somente com você um abraço pode não ser inútil.
Uma necessidade violenta que nos ultrapassa lhe empurrou para mim. Você teve consciência disso, sentiu as fantásticas semelhanças, as maravilhosas descobertas. Sentiu todo o bem que eu poderia lhe fazer e aquele que você estava destinado a me fazer. E mesmo que o tempo às vezes seja cedo, eu tenho medo que ele cegue você também e que eu perca e reperca o contato com todas essas descobertas, fazendo com que você jamais me reconheça.
Uma coisa maravilhosa está apenas começando, mas pode preencher uma vida inteira. Eu lhe digo isso com toda a sinceridade da minha alma, com toda a sinceridade e gravidade de que eu sou capaz."
Antonin Artaud

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